6 Coisas Para Priorizar No Ensino Domiciliar

Vale conferir as dicas, são valiosas!


Dizem por aí que quando se é mordido pelo bichinho do ensino domiciliar, não há mais volta. É claro que cada família vai descobrir seu próprio caminho e, com o tempo, suas necessidades e demandas.


A vivência pode gerar ansiedade ou mesmo a sensação de desorientação, mas há alguns princípios importantes que podem ser priorizados. Assim, há espaço para avaliar, replanejar e seguir neste caminho.


Um dado importante, para quem quer começar, é refletir e elencar seus objetivos. Para quem já está na estrada, volte sempre nas motivações iniciais, ainda que seja preciso rever objetivos e caminhos. Isso pode tornar o processo mais leve.


Listamos, então, 6 coisas para priorizar no ensino domiciliar, contudo pode ser que você descubra mais alguma coisa que, para a sua realidade, seja uma prioridade, já que cada família é única.


1. União entre os pais


A união entre os pais traz estabilidade e segurança para os filhos em cada decisão que é tomada dentro da família. Ainda mais quando estamos diante da adoção de um estilo de vida como a educação domiciliar.


Essa unidade pode, inclusive, ser considerada um pré-requisito para começar ou sustentar o homeschooling. Quando não há concórdia entre os responsáveis pela educação da criança, dificilmente os frutos serão positivos.


A educação domiciliar é algo que transforma a vida familiar. Mesmo que um dos cônjuges não possa se dedicar do mesmo modo que o outro, é preciso estar de acordo. Se um quer o homeschooling e o outro não, isso causa desmotivação, às vezes desgasta a relação conjugal.


Nas minúcias do dia a dia, os pais também precisam estar alinhados. Por exemplo, se o esposo acha que um método de matemática é melhor que aquele que a esposa prefere, um deles precisa abrir mão da sua opinião para acolher a do outro, caso contrário a criança ficará confusa com os pais em conflito.


2. Autoeducação


O ensino domiciliar exige uma disposição para mudar, disposição para o estudo e para reconhecimento das lacunas na própria educação. A autoeducação é um processo de toda a vida, não é um currículo fechado. Ter esse entendimento é essencial para sair da zona de conforto.


O ato de ensinar ajuda a consolidar o que aprendemos. Pode ser desconcertante descobrir que, na verdade, não sabemos algo pra ensinar aos filhos. Mas é preciso enxergar que, se isso não acontece desde sempre, vai chegar um momento que você estará aprendendo junto e com os seus filhos. E isso é maravilhoso!


3. Educação da vontade


Dentro da autoeducação temos a educação da vontade, em que se tem a oportunidade de corrigir vícios, maus hábitos e crescer nas virtudes. O educador, inevitavelmente, transmite muito do seu caráter para o educando.

É pouco provável que seu filho venha a aprender com você sobre laboriosidade e fortaleza se não vê o seu esforço para sê-lo. Educar outra pessoa nos coloca diante de um espelho em que vemos nossos próprios defeitos refletidos, e que o mais importante é o empenho sincero em ser melhor e crescer a cada dia.


A educação da vontade também se trata de um caminho de descoberta do que nos move, do que desperta nossos interesses e potencialidades. Por isso, neste caminho é preciso abrir-se ao autoconhecimento e ao conhecimento dos filhos.


4. Quais são as preferências de quem educa e de quem é educado?


Começar e sustentar o ensino domiciliar pode ser algo mais tranquilo do que se imagina: uma boa opção é aliar algo que você, mãe homeschooler, gosta a algo que seu filho demonstra interesse. Para isso é preciso se dedicar a conhecer e identificar as preferências e gostos dos filhos. O autor Jules Payot, no livro “A educação da vontade” fala sobre a relação da paixão, do que move nossos afetos e interesses e o caminho de fortalecimento da vontade.


Vejamos um exemplo: você gosta de ler e sua filha gosta de animais. Comece lendo histórias sobre animais, com personagens animais, curiosidades da fauna de um lugar, imagens bonitas, documentários, poesias, fábulas que possuam animais no enredo. A partir disso introduza outros conteúdos.


5. A alfabetização como base da educação


Existe uma grande preocupação no ensino de conteúdos relacionados a ciências exatas, mas não podemos nos esquecer que a base de toda a educação é a alfabetização.

A educação da linguagem proporciona que a pessoa se expresse bem, tenha boa interpretação de texto, tenha um bom vocabulário. Por meio do domínio da linguagem é possível aprender qualquer conteúdo com mais facilidade.


6. Planejamento flexível


O planejamento do ensino formal deve estar integrado à rotina familiar, principalmente aos afazeres domésticos. No ensino domiciliar, tudo pode e deve virar ocasião de aprender algo novo, contudo, é imperativo um horário e local próprio para a dedicação exclusiva ao ensino formal.


Este local pode servir como referência, mas não significa que o estudo deva acontecer sempre no mesmo local. Ainda que se tenha, por exemplo, um quarto e uma mesa de estudos, pode ser que em um determinado dia, a aula aconteça na mesa de jantar.


O planejamento envolve a escolha de um ou mais métodos de ensino como base para que a família construa seu currículo, o que não significa que tudo irá transcorrer exatamente como foi decidido.


A vida é dinâmica e cada dia é uma surpresa, ter um objetivo é muito importante porque, diante das nuances do dia a dia, é possível estar preparado para adaptar o planejado ao real. A flexibilidade permite adaptação sem esquecer do foco.


As prioridades que abordamos no ensino domiciliar são gerais, por isso cada família na sua particularidade irá descobrir prioridades baseadas no seu objetivo.

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